Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Lei do Desapego


No desapego está a sabedoria da incerteza… na sabedoria da incerteza está a liberdade do passado, do conhecido, que é a prisão dos condicionamentos do passado. E na nossa permissão para entrar no desconhecido, o campo de todas as possibilidades, nós rendemo-nos à mente criativa que orquestra a dança do universo.


Vou colocar a Lei do Desapego em efeito através do compromisso de seguir os passos seguintes:


1. Hoje vou comprometer-me com o desapego. Vou permitir-me a mim mesma e aos que estão à minha volta a liberdade de serem quem são. Não vou impor a minha ideia de como as coisas devem ser. Não vou forçar a solução dos problemas, quem sabe criando novos problemas. Vou participar em tudo com um envolvimento desapegado.
2. Hoje vou apostar na incerteza como um ingrediente fundamental da minha experiência. Na minha permissão para aceitar a incerteza, as soluções vão emergir instantaneamente fora do problema, fora da confusão, ordem ou caos. Quanto mais incertas as coisas parecerem, mais me sentirei segura(o), porque a incerteza é o meu caminho para a liberdade. Através da sabedoria da incerteza, encontrarei a minha segurança.
3. Vou entrar no campo de todas as possibilidades e antecipar a excitação que ocorre quando me mantenho aberta à infinidade de escolhas. Quando entro no campo de todas as possibilidades, experimento toda a alegria, aventura, magia e mistério da vida.

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Cristão Reconvertido.

- Frédéric Lenoir, no editorial do dossier sobre os “cristãos budistas”, ao referir-se à personalidade do Dalai Lama e ao seu discurso sobre tolerância, não-violência e compaixão _ que tanta ressonância tem no Ocidente _ sublinha a ausência de proselitismo que, por outro lado, é uma nota constante das religiões monoteístas. É conhecida a fórmula do monge tibetano: “Não vos convertais, ficai na vossa religião”. Mas não falta quem veja nesse desprendimento uma táctica eficaz para atrair ocidentais cansados de manipulação.
F. Lenoir conta uma história testemunhada por ele na Índia, em Dharamsada, quando foi entrevistar o Dalai Lama, que prova o contrário e talvez exprima bem as estrofes de uma oração muito citada por este autêntico Bodhisanttva da Compaixão. “Tanto quanto dure o espaço / e tanto quanto os seres permaneçam, / possa também eu permanecer / e dissipar o sofrimento dos seres”.
Essa história não é longa. No dia anterior à sua entrevista,
(F. Lenoir) encontrou, no hotel, um budista inglês, Peter e o seu filho Jack de 11 anos. Alguns meses antes tinha morrido a esposa de Peter, depois de uma longa doença e de muito sofrimento. Peter tinha pedido ao Dalai Lama um encontro de cinco minutos, o tempo de uma bênção.
Depois da entrevista do jornalista, seguiu-se a de Peter e Jack. Não foram cinco minutos. Foram duas horas. Peter contou-me o que lhes tinha acontecido:
“Comecei por lhe falar, banhado em lágrimas, da morte da minha esposa. O Dalai Lama abraçou-nos. Perguntou-me, depois, qual era a minha religião. Contei-lhe as minhas origens judaicas e a deportação da minha família para Auschwitz que tinha recalcado. Esta ferida profunda abriu-se e fiquei submergido pela emoção. Dalai Lama abraçou-me novamente. Senti as suas lágrimas de compaixão: ele chorava comigo e tanto como eu. Falei-lhe, depois, do meu itinerário espiritual: a minha falta de interesse pela religião judaica, a minha descoberta de Jesus através da leitura dos Evangelhos, a minha conversão ao cristianismo, que, há vinte anos foi a grande luz da minha vida. Veio, depois, a decepção, ao não encontrar a força da mensagem de Jesus na Igreja Anglicana, o meu afastamento progressivo, a minha necessidade profunda duma espiritualidade que me ajudasse a viver e a descoberta do budismo, que pratico, desde há vários anos, na sua versão tibetana. Quando acabei, o Dalai Lama ficou silencioso. Depois, voltou-se para o seu secretário e falou-lhe em tibetano. Este último voltou com um ícone de Jesus. Fiquei estupefacto. O Dalai Lama entregou-mo com estas palavras: ‘Buda é a minha via, Jesus é a tua’. Era a terceira vez que me vinham as lágrimas. Encontrei, de repente, todo o amor que tinha por Jesus no momento da minha conversão, vinte anos antes. Compreendi que tinha continuado cristão. Procurava no budismo um suporte de meditação, mas no fundo, nada mexia tanto comigo como a pessoa de Jesus. Em menos de duas horas, o Dalai Lama reconciliou-me comigo mesmo e curou-me as feridas profundas. Ao partir, prometeu a Jack que o iria encontrar todas as vezes que fosse a Inglaterra”.
F. Lenoir escreve que nunca mais poderá esquecer o rosto transformado deste pai e do seu filho. A compaixão do Dalai Lama não era uma palavra vã e nada tinhas a invejar à dos santos cristãos.

O Buda Cristão

Um dos monges do mestre Gasan visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, ele perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a Bíblia Cristã.

"Não," Gasan replicou, "Por favor leia algo dela para mim."

O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha em São Mateus, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os Lírios dos campos, ele parou.

Mestre Gasan ficou em silêncio por muito tempo.

"Sim," ele finalmente disse, "Quem quer que proferiu estas palavras é um ser iluminado. O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho estado tentando ensinar a vocês aqui."



Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Confiança Inabalável Significa Um Por Todos

Shamati# 72: Confiança é a vestimenta para a Luz, chamada “vida”. Isto porque há uma regra que diz que não há Luz sem um Kli (vaso). Segue-se que a Luz, chamada de “Luz da vida”, não pode vestir, mas deve vestir algum Kli (desejo). O Kli onde a Luz da vida é vestida normalmente é chamado de “confiança”. Isso significa que ele vê que pode fazer todas as coisas difíceis.

Isto significa que se não atingirmos o estado chamado de confiança, não seremos capazes de revelar a Luz superior. Isso porque a Luz é alcançada e percebida neste vaso de confiança, ou seja, temos que ter certeza que está em nosso poder fazer isso e só depende de nós. Se essa sensação interior surgir em nós, seremos certamente bem sucedidos e revelaremos a Luz.

O grau de vida é definido pelo grau de confiança da pessoa, e quanto mais forte é a sensação de confiança, mais a Luz se revela dentro dela. Mesmo agora, nós estamos num oceano de Luz infinita, mas devido à falta de confiança (o vaso para a revelação da Luz), sentimo-nos neste estado minúsculo – num ponto negro central, dando-nos a sensação mais fraca possível de vida, chamada “este mundo”.
Se quisermos adquirir uma maior sensação de vida, em esferas cada vez elevadas, até a última esfera (infinita e ilimitada), isso depende apenas de quão certos estaremos de que podemos alcançá-la apenas dentro da nossa união.
Não pode haver dúvidas e falta de confiança, como pensamentos de que este não é o momento certo para fazê-lo, que talvez possamos fazer isso amanhã ou no dia seguinte. No momento em que atingirmos essa confiança, todos juntos, nós romperemos imediatamente a Machsom.
Até mesmo a sensação de nossa vida aqui, neste mundo, depende do sentimento de confiança. Quanto maior a confiança, maior será a sensação da vida material.
A Luz e o nosso ego estão jogando um com o outro, e nós estamos no meio, entre eles. Tudo depende apenas do nível de nossa confiança: se seremos capazes de superar o egoísmo a cada momento e nos unir à Luz, aspirando a ser como ela.
Esta guerra não pára por um momento, porque logo que nos elevamos acima de determinado estado, um desejo mais egoísta é imediatamente revelado para nos dar a oportunidade de elevá-lo a um nível superior. É por isso que nós precisamos realizar um trabalho interno constante: descidas e subidas, alternando sem parar.
Nós temos que compreender que todas as descidas nos são dadas para superá-las e, desta forma, atingirmos uma confiança ilimitada. E a única solução aqui é nos separar de nós mesmos e nos unir ao grupo. Nele eu devo encontrar a grande força que pode me engolir e me levar ao próximo nível, como o útero de uma mãe, o AHP do superior.
Na medida em que eu sou capaz de me unir a este elevador, ele vai continuamente me elevar a níveis mais altos. Eu só preciso me unir a ele o tempo todo acima do meu egoísmo, que ficará cada vez menos no meu caminho.
Minha tarefa é apenas subir acima da recepção em doação, a fé acima da razão, e essa ação só é possível no grupo. Eu tentarei continuamente fazer isso, enquanto o meu ego me jogará para todos os lados, me distraindo com assuntos triviais, e depois com assuntos que são mais importantes e sérios, até que eu finalmente me separe dele e deixe de sentir o quanto eu obti.
Todo o nosso trabalho se resume a isto. E se a cada momento eu não me sinto mais profundamente dentro do grupo, da sociedade e da confiança comum que adquirimos juntos, eu saio do meu vaso, do nosso desejo comum em revelar o mundo espiritual, e não alcanço nada. É assim que eu perco a confiança.
Toda a nossa confiança se baseia na pessoa se apegar ao grupo e lá encontrar a força que lhe permitirá alcançar continuamente níveis espirituais mais elevados.

Stand Up para o Tibete


Doze jovens monges e monjas tibetanos incendiaram-se no leste do Tibete desde Março de 2011; Desde 26 de Setembro. Pelo menos seis morreram, incluindo duas freiras. Esses actos sem precedentes e verdadeiramente desesperados são um grito para o mundo exterior de apoio.
Oito dessas auto-imolações ocorreram em Ngaba, onde sete dos tibetanos tinham uma conexão com Kirti Mosteiro, uma das instituições monásticas maiores e mais influentes no Tibete. Repressão impiedosa e violenta da China em Ngaba e por todo o Tibete está-se a intensificar as queixas tibetanas e agravando o ressentimento e desespero sentidos em todo o Tibete
Esta crescente tragédia, se não for controlada, pode dar numa espiral ainda maior e numa crise a nível nacional, a menos que o mundo agir agora. A comunidade internacional, tanto os cidadãos e governos, devem agir no "Stand Up para o Tibete". Uma intervenção diplomática mundial agora pode salvar vidas tibetanas.
Agir agora. Assinar o compromisso de Stand up para o Tibete .

Sábado, 25 de Junho de 2011

Respiração para acalmar a Alma


Não é lógico viver assim

Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal. As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções. Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma.

Emoção demais, não há quem aguente

Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela relva cortada e se descabela por qualquer chatice, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções. Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.O efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Silêncio


Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é Aquilo,
Não deves afirmar ou negar nada.
Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
E o que quer que seja negado não é verdadeiro.
Como alguém poderá dizer com certeza o que Aquilo possa ser
Enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que É?
E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma Região
.
Onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio, Silêncio – e um dedo apontando o Caminho.

Verso Zen

Antes de entendermos o Zen, as montanhas são montanhas e os rios são rios;
Ao nos esforçarmos para entender o Zen, as montanhas deixam de ser montanhas e os rios deixam de ser rios;
Quando finalmente entendemos o Zen, as montanhas voltam a ser montanhas e os rios voltam a ser rios.

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